blog de terno-e-gravata
A revista B2B Magazine publicou matéria sobre os executivos de grandes empresas que usam blogs: CEOs que blogam. [Há links para as entrevistas e para os blogs dos caras]. Este movimento em direção ao uso do meio, ao meu ver, fixa cada vez mais a idéia de que os blogs hoje já são feitos e lidos por uma "elite" (sem cunho político-esquerdista, ok?). Isto porque os fotologs atraíram os blogueiros que gostavam de se exibir (muitos, creio), e agora não precisam mais escrever nada. Achei natural a valorização que estes executivos deram a uma ferramenta "popular", porque ela permite um negócio, que eu repito sempre, que é a "humanização" de informações e, neste caso, pessoas. Um executivo de uma grande empresa é quase um semi-deus para reles mortais, e aí, deixam de ser, quando escrevem um blog - aquela mesma ferramenta que a filha de 15 anos de um deles deve usar pra falar das "ficadas" nas festinhas. Eu creio que a quebra do mito, proporcionada pela interatividade fácil com público, é o aspecto mais visado deste novo empreendimento. Um dos caras entrevistados diz que qualquer blog pode influenciar opiniões. E eu acho que isso depende muito de como o blogueiro escreve e como ele se relaciona com seus leitores. 
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 22h03
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Desde 1994, quando comecei a pesquisar o jornalismo científico, me deparo com as mesmas questões. Discussões que "giram em torno" dos mesmos dilemas e limites. Por isso, perdi o tesão de ir aos encontros sobre certos temas da área e abandonei os debates repetitivos para tentar olhar o JC de outro ângulo. Há um ano, reavalio o "casamento", porque ainda não estou a fim de jogar fora, definitivamente, estes 11 anos de aprendizado. Acho que meu mestre, Wilson Bueno, não me deixaria escapar. Essa ruminação toda surgiu a partir da nota abaixo, do informativo eletrônico "Ciência & Sociedade", nº 85, do Museu da Vida, Fiocruz-RJ. São estas questões a que me refiro:
"Qual o papel do jornalista científico? Quem deve comunicar ciência, jornalistas ou cientistas? Os jornalistas científicos e ambientais devem se preocupar em educar, além de informar? Que importância tem a formação e a especialização para os profissionais da área? Há distinção entre jornalismo científico e ambiental? Questões como estas permeiam a atividade do jornalista que se dedica a cobrir assuntos relacionados à ciência e ao meio ambiente. Cerca de 60 jornalistas do México, Brasil, Chile, Venezuela, Colômbia, Canadá e Uruguai se reuniram no início deste mês, no Uruguai, para discutir esses e outros temas relacionados ao exercício da profissão e o papel do jornalista científico e ambiental. Suas reflexões estão disponíveis no endereço: <http://www.idrc.ca/lacro/ev-81489-201-1-DO_TOPIC.html> "
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 16h23
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Desventuras em série
Quase nunca tenho sonhos com gente conhecida. Esta noite, em vez de sonhar com um cara bacana, dono de uma boca atraente (como o da foto), tive um pesadelo. Era beijada de surpresa por um sujeito medonho e antipático, que tive o desprazer de conhecer um dia. Que ódio! Depois, já acordada, estava tentando almoçar, concentrada e driblando 3 aftas, quando eu olho pra mesa da frente e, por acaso, um cara bonitão, alto, moreno, cruza o olhar dele com meu no mesmo instante (ohh). Sabe aquela câmera lenta de cinema, onde os segundos são esticados? Meio envergonhada pela coincidência de olhares, disfarcei...e olhei de novo. O cara mastigava até mais delicadamente que eu (e as 3 aftas). Só rindo mesmo pra aguentar esse dia.
Rob Dickinson, do Catherine Wheel
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 15h44
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Calvin para linguarudos
Vi a edição de ontem do Jornal da Globo sobre as seis horas de espetáculo do Roberto Jefferson. Hoje acordei cansada e com 3 aftas na boca. 
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h15
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A semi-final do semestre começou, como diria a amiga Jana Leite. Puf-puf! Enquanto leio uma monografia no computador, ouço Nina Simone e me recordo do Livro de Areia, de Jorge Luis Borges, um dos meus autores preferidos. O livro de areia, no meu ponto de vista, é uma metáfora para o fato de que jamais tomaremos novamente o que foi visto, sentido, experimentado. O tempo que se foi, os sentimentos, as informações lidas.... As páginas do livro de areia são numeradas de forma aleatória, mas crescentes vertiginosamente. É um livro mágico. Páginas uma vez vistas, jamais será encontradas de novo após fechar o hipervolume. Algumas pessoas comparam-no à "infinitude" da internet. Mas eu só vejo isso refletido sobre o tempo. O tempo que passa aceleradamente e...ah... preciso voltar ao trabalho, à monografia e ao tempo presente...
"Se o espaço é infinito, estamos em qualquer ponto do espaço. Se o tempo é infinito, estamos em qualquer ponto do tempo. " (Borges)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h45
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Internet
Matéria que achei interessante compartilhar com quem não é leitor do Estadão. Quase Ctrl c + Ctrl v. Cortei apenas 2 parágrafos. É um texto longo, mas vale à pena ler para visualizar as esperanças e mudança de comportamento que a internet, ainda que precária, trouxe para o vilarejo. Lembrei do livro "O Paraíso Via embratel", do Luis Milanesi, que todo estudante de comunicação da década de 90 deve ter lido.
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Jornal O ESTADO DE S.PAULO - Editoria de ECONOMIA Domingo, 12 de Junho de 2005
Internet vem antes da luz em Almécegas Sem rede elétrica, vilarejo do Ceará tem computadores com energia solar
Renato Cruz
Hugo Henrique Marcos da Silva, de 10 anos, cursa a 6.ª série. Ele usa a internet na escola e não tem computador em casa. Também não tem telefone, energia elétrica, água encanada ou esgoto. Ele mora no vilarejo de Almécegas, a 130 quilômetros de Fortaleza, onde cerca de 800 pessoas vivem sem acesso aos serviços públicos. Na localidade, todas as casas são como a do menino.
Os cinco computadores da Escola de Ensino Fundamental Santa Luzia funcionam à energia solar, instalada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis (Ider), de Fortaleza. "Temos que trabalhar uma hora e deixar os micros desligados por meia hora, para carregar as baterias", explica o professor Raulindo Ramos Menezes, de 28 anos, responsável pelo laboratório. São seis baterias de caminhão que armazenam energia para a escola.
Instalado há dois anos, o centro de acesso tornou-se uma janela para o mundo para os habitantes de Almécegas, localidade que pertence ao município de Trairi. "A gente fala com pessoas de outros lugares", aponta Hugo, um dos quatro alunos da escola que estão sendo preparados para se tornar monitores. Recentemente, ele participou, com seus colegas, de um bate-papo via internet com alunos de escolas da Bahia e de Rondônia. Em 19 de abril, Dia do Índio, fizeram uma videoconferência com a tribo Fulni-ô, de Águas Belas (PE), que dançou para as crianças de Almécegas.
Hugo mora ao lado da escola, com a mãe Cristina, o padrasto Pedro, e três irmãos menores: Pedro Ivo, Ivan e Yuri. A mãe trabalha como auxiliar na escola. O padrasto está desempregado. "Saber usar o computador é importante", afirma Pedro, padrasto de Hugo, que participou do mutirão que construiu o centro de informática. "É o que vale hoje." Pedro, assim como a maioria da população local, vive da agricultura. O programa Bolsa Família, do governo federal, é fundamental para a sobrevivência da comunidade.
O laboratório, que faz parte de um projeto do Instituto Telemar, não tem ventilador ou ar-condicionado. Este ano, três computadores tiveram que ser trocados. Eles começaram a travar e dar mensagens de erro e, quando o técnico os abriu para ver o que acontecia, descobriu que as placas estavam derretendo. Não teve jeito. A escola entra na rede por uma conexão via rádio, instalada pela operadora, com velocidade de 128 quilobits por segundo, o que equivale a pouco mais de duas vezes uma conexão discada. A outra alternativa de comunicação da comunidade é um orelhão, instalado próximo da antena do rádio.
Com dois anos de funcionamento, o centro de internet já deu alguns resultados. "As crianças desenvolveram mais visão crítica", explica Raulindo. "Antes, ficavam acanhadas na sala de aula. O professor perguntava e elas não respondiam. Com os computadores, passaram a ter mais facilidade de se comunicar." Mas não foi só isso. A coleta do lixo chegou há um mês à escola. Para o professor, um dos motivos foi o trabalho desenvolvido pelas crianças pela internet.
A escola participa do Almanaque Digital, uma espécie de gincana pela internet que a Telemar promove para as escolas que apóia. Um dos trabalhos tratava de reciclagem de lixo e as atividades envolveram representantes da prefeitura. "Antes, tínhamos que enterrar o lixo, apesar de saber do impacto negativo no ambiente. Havíamos mandado vários ofícios da prefeitura, sem resposta", lembra Raulindo. Foi a gincana eletrônica que acabou por sensibilizar a administração local.
A casa de Maria Ivone da Silva, de 12 anos, tem televisão. Um aparelho pequeno, com imagem em preto e branco. Aliberto, pai de Ivone, liga a TV em uma bateria de carro, para assistir com a mulher e os cinco filhos. A cada período de 12 ou 15 dias, Aliberto tem que ir ao centro de Trairi para recarregar a bateria da televisão. O que eles assistem? As novelas, o jornal e o jogo de futebol.
Aliberto está animado com os progressos da filha no domínio do computador. "Rapaz, a Ivone diz que acessa a internet, faz desenho, conhece outras pessoas lá de fora", conta o pai da menina. "É muito importante para ela e para gente. É um orgulho muito grande ver que, na idade em que ela está, a Ivone consegue conhecer, pelo computador, várias coisas que existem no mundo." Ele espera que os outros filhos possam seguir pelo mesmo caminho.
Para Aliberto, a internet é muito importante para a comunidade. "A gente já consegue cadastrar o CPF aqui mesmo, sem ter que ir para o centro de Trairi", explica o pai de Ivone. "Já pode fazer um pedido de salário-maternidade ou aposentadoria, sem pegar fila." Ele teve contatos com o computador, onde viu fotos das praias da região, mas ainda não sabe como usá-lo. "É bom demais para a gente."
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h07
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"O sofá estampado"
Autor: Lygia Bojunga Nunes
Buscar na Web "Lygia Bojunga Nunes"
Quando: 1980
É a história do tatu Vítor. Aqui é a parte que narra seu namoro com Dalva, uma gata angorá viciada em TV, que passa os dias em um sofá estampado, assistindo a tudo que é exibido. *** "O Vítor, que no princípio não sabia dessa história da Dalva não aguentar leitura, logo que começou o namoro desatou a escrever carta de amor para ela. A primeira carta que chegou a Dalva abriu e leu. A segunda, a Dalva abriu, leu e desabafou pra Dona-da-casa-e-dela: '- Não tem figura. Não tem anúncio. Não toca música. Só tem letra, que troço difícil!' A terceira, ela ainda achou mais difícil (o Vítor queria dizer muita coisa e espremeu um pouco a letra); leu só pela metade. A quarta, ela abriu, espiou, viu que continuava só tendo letra, e enfiou a carta lá pra dentro do sofá estampado. As outras que foram chegando, ela não abriu mais. Ia enfiando tudo pra dentro do sofá."
Categoria: Citação
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h15
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