As coisas como elas são
Não compartilho da idéia de Oscar Wilde, quando diz que "Não pode haver amizade entre homem e mulher. Pode haver paixão, hostilidade, adoração, amor, mas não amizade." Mas concordo que algumas vezes é difícil identificar os limites entre amizade, desejo etc. Enfim, assunto polêmico que é mote de um comercial do refrigerante Sprite . Clique -> aqui para baixar. Apesar de ter colocado só os homens como babões, o clipe é bem engraçado! Não sei se tem versão em português, porque não tenho visto TV.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 11h38
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fim-de-semana
O clima meio-frio trouxe boas lembranças do meu tempo em SP... Como hoje é sexta, compartilho uma conexão que liga frio + "relax" + final feliz. Espero que alguma das dicas seja útil. 

Brie Boy teve um sonho que o encheu de agonia: sonhou que a sua cabeça redonda era apenas uma fatia. Com as outras crianças nunca confraternizou... ... mas ao menos deu-se bem com um belo Bordeaux.
Tim Burton em: The melancholy death of oyster boy and other stories
~0~ I love you Golden Blue - Sonic Youth
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 10h17
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Mais uma surpresa do mundo dos micróbios!
Uma descoberta noticiada na edição da Nature de hoje me trouxe de volta alguns pensamentos alucinantes sobre a miniaturização de máquinas e dispositivos inteligentes. Não vou contar as "viagens", mas vou falar do artigo. O microbiologista Derek R. Lovley's e sua equipe da Universidade de Massachusetts descobriram que alguns micróbios podem produzir minúsculas redes elétricas. Isso significa que esses bichinhos são muito úteis para os estudos e aplicações da nanotecnologia. Estas nanoredes biológicas são produzidas pela bactéria Geobacter, estudada desde 1987. Segundo os pesquisadores, a descoberta é revolucionária e estimulante para várias áreas. Uma delas é a indústria de produtos eletrônicos, que ganhará com o barateamento de mini-componentes, já que os materiais usados hoje na produção são bem caros. A Geobacter produz energia a partir de recursos renováveis e é encontrada facilmente em uma variedade de solos, onde há metais comuns como ferro e manganês. Parece, mas não é ficção. As bactérias são poderosas e valem dinheiro. Captou o que dá pra fazer com tudo isso? Aí que entra a alucinação! Para ver fotos e esquemas, clique aqui.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h25
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karma police
O sistema carcerário brasileiro é uma piada de péssimo gosto. Já ouvi falar de esquema de liberação de prisioneiros à noite para prestar "servicinhos" aos proprietários do poder. Mas é a primeira vez que vejo um coronel escoltar um preso à joalhearia de shopping center para fazer reparos em um cordão de ouro. Como o prisioneiro era outro coronel, o acompanhante (em tudo agora) disse que o levou ao passeio no shopping "por camaradagem". Ninguém duvidou disso. Aliás, a gente não duvida de mais nada.
A minha previsão, Bernardo, ainda é que, em breve, vai acontecer uma catástrofe natural para amenizar as sociais, políticas, econômicas e pessoais deste fim de semestre. É o apocalipse e nem adianta confessar os pecados. 
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 07h58
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Ontem, conversava com um amigo sobre o "tamanho da espera" para que algumas situações melhorem. Mas paciência tem limite. Não acredito em milagres. Há coisas que jamais conseguiremos mudar.
Uma boa metáfora sobre o tema: Um mandarim estava apaixonado por uma cortesã. "Serei sua, disse ela, quando tiver passado cem noites a me esperar sentado num banquinho, no meu jardim, embaixo da minha janela." Mas, na nonagésima nona noite, o mandarim se levantou, pôs o banquinho sob o braço e se foi.
~0~ Live and let die!
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h19
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Hoje todo mundo que eu conheço está tenso em algum nível. O que é isso minha gente? Não somos nós que vamos querer entender esse mundo. Já tem alguns malucos que sempre quiseram explicar tudo. Cada um com sua mania.
Do meus arquivos de quadrinhos do Laerte, escolhi este aqui pra dizer: Não levemos tudo tão a sério.

"Life is a waterfall.We're one in the river, and one again after the fall"- Aerials - System of a Down
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 17h40
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Por causa do post abaixo (sobre o Inpa), acabei me lembrando de uma entrevista de Zygmunt Bauman para a Folha de S. Paulo, em 2003, quando ele cita sua inspiração em Jorge Luis Borges. (Adoro os dois)
"O que aprendi com Borges? Acima de tudo, aprendi sobre os limites de certas ilusões humanas: sobre a futilidade de sonhos de precisão total, de exatidão absoluta, de conhecimento completo, de informação exaustiva sobre tudo; sobre as ambições humanas que, no final, se revelam ilusórias e nos mostram impotentes. Lembremos, por exemplo, do conto de Borges que fala sobre o mapa: o sonho do mapa exato que acaba ficando do mesmo tamanho da própria coisa mapeada e, portanto, sem nenhuma utilidade. Não me ocorre nenhum filósofo ou sociólogo que pôde tratar de tais questões tão persuasivamente, tão convincentemente, tão espetacularmente. Em parte isso se deve à posição muito luxuosa e mesmo invejável de nunca ter sido um acadêmico e de nunca ter estado submetido a uma disciplina. Fora dos muros da academia os romancistas desfrutam da liberdade que é negada, por exemplo, aos sociólogos profissionais, que têm seus trabalhos avaliados pela conformidade destes com os procedimentos que definem e distinguem a profissão, e não por sua relevância humana. Quando se envia um artigo a uma revista científica para ser avaliado por um "par", isso só tem um impacto: reduzir a originalidade ao denominador comum! " (Z. Bauman)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 16h54
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Viva!! O Inpa achou a saída da “Cidade dos Imortais” (conto do J. Luis Borges, que fala de uma cidade construída pelos imortais, onde tudo era deslumbrante, mas insensato, absurdo. Havia muros que chegavam a lugar nenhum, prédios com escadas invertidas, janelas inalcançáveis e corredores sem saída.).
[Fragmento de matéria do jornal Estado de S. Paulo deste domingo]
Inpa quer incentivar cientista empreendedor Liège Albuquerque
MANAUS - São somente três projetos patenteados entre milhares de pesquisas desenvolvidas em 50 anos de existência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). No aniversário do instituto, em 27 de julho, a comemoração passa pela criação de uma política mais intensa para estimular o registro intelectual do que produzem os 216 cientistas nas mais diversas áreas: da invenção de um novo tipo de granola de pupunha, a pupurola, até sofisticados estudos sobre os impactos do desmatamento no caminho do gasoduto Coari-Manaus. "É necessário criar uma postura de cientista empreendedor, que use a ciência também como negócio e não só faça pesquisa pelo interesse de publicação", destaca a chefe da Divisão de Propriedade Intelectual e Negócios do Inpa, Noélia Lúcia Simões.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h30
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