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álbum de figurinhas on-line

Fragmentos de uma entrevista de Orkut Buyukkokten à Folha de S. Paulo. Com meus comentários em vermelho.

"As pessoas são pessoas, mesmo no ciberespaço".  Algumas me lembram a máxima  homo homini lupus.
"É impressionante ver como o site mudou a vida das pessoas".Eu digo isso todos os dias, quando vejo alguns amigos orkutviciados.
"Depois descobri que há muitos usuários de internet no Brasil, aprendi sobre sua cultura, e meio que faz sentido. O povo é amistoso, gosta de fazer amigos e de sair.  Também é o país do carnaval, não sabe?
"Nós estamos interessados em melhorar a experiência on-line dos brasileiros". Como? explica melhor, tio.

Daí, colo às falas do Orkut fragmentos de um texto de outro cara  (ganha um doce quem adivinhar,sem clicar no link). A interpretação das conexões entre as partes é livre. Gostaria de escrever mais sobre isso, mas não estou com pique.

"... a proximidade não exige mais a contiguidade física; e a contiguidade física não determina mais a proximidade"(...) "É uma questão em aberto saber qual lado da moeda mais contribui para fazer da rede eletrônica e de seus implementos de entrada e saída um meio de troca tão popular e avidamente usado nas interações. Será a nova facilidade de conectar-se? Ou a de cortar a conexão? Não faltam ocasiões em que esta última parece mais urgente e importante que a primeira."
Procurar amigos e parceiros na internet é "como folhear um catálogo de reembolso postal que traz na primira página o aviso 'compra não-obrigatória' e a garantia ao consumidor da 'devolução do produto caso não fique satisfeito'". (Z.B)



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h49
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transtornorkut

orkut está transtornado de um jeito, que é impossível participar das comunidades desde ontem. Eu listei 5 problemas, entre eles: os tópicos estão organizados a partir da data de criação e não de atualização - já era, não tenho paciência nem tempo pra ele; você não consegue saber qual é o tema de abertura dos tópicos, porque eles estão sumidos, enfim, o caos.. Só dá pra mandar recados para os amigos, mas tem q ver se o dito recado não cai lá no pé da página. Melhor usar e-mail ou msn. Vou dar um tempo pra ele se equilibrar. Será que isso ainda vai acontecer? É um saco ter que desarrumar tudo pra poder arrumar de novo. E como ele está se arrumando sempre...

Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h05
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sessão da tarde

Fui ver a Fantástica Fábrica de Chocolate. Elogios: Tim Burton e Johnny Depp juntos são sensacionais. Burton é o diretor-mestre em esquisitice. Depp é excelente em papéis surreais. Na primeira aparição do Willy Wonka, eu quase achei que era a Rita Lee e não o Michael Jackson como tem dito o pessoal. Depp é impecável na atuação, e, vou ser honesta, está muito bem pra um cara de 42 anos, que já foi casado com aquela sem-graça da Winona Rider. Ah, eu queria meia dúzia daquele novo modelo de Oompa-Loompa pra fazer as atividades domésticas e burocráticas pra mim - eles usam até computador. E a infâmia: não aguento filme com "moral", ainda mais a: seja bonzinho e você achará um bilhete de loteria premiado perdido na rua. A-han... me engana que eu gosto.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h47
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a relatividade do erro

Hoje é o primeiro dia de aula - uma das mais divertidas, quando há um bom número de alunos. Não porque eu faça algum "joguinho", mas sim por causa do assunto "ciência e pesquisa". E antes de focar na pesquisa em comunicação (assunto das próximas aulas), falo da pesquisa no geral. Questões polêmicas:
1) a falta de uma verdade absoluta - o tempo de validade das certezas e a relatividade do erro -> baseando-me no texto do Isaac Asimov. Pense nas perguntas que sempre surgem, como: "se nada é certo, pra que estudar então?"..rs..
2) questão criacionista - o nó -> e o estopim da bomba na sala. Uso apenas para provocar os alunos logo de cara. Não defendo -jamais- o criacionismo, mas é bom pra ver o raio de reflexão do pessoal.
Geralmente são evangélicos que mais brigam em sala de aula na defesa de que o mundo era assim, como a gente conhece hoje, há milhões de anos. Houve uma aluna que me excomungou aos berros, depois de uma aula dessas. Nada contra evangélicos, mas sim contra a falta de flexibilidade para entender os limites da fé e da ciência.
Aqui no ES, o número de evangélicos é um pouco mais que 1/3 da população. No último ano aumentou para 38%, conforme pesquisa divulgada pelo Instituto Futura.
Nem tenho medo dos criacionistas, tenho medo é das pesquisas que, ao excluírem Lula, apresentam a opção "Anthony Garotinho" como líder para futuro presidente do Brasil (ele, além de tudo, é defensor do ensino do criacionismo nas escolas). É bizarro tanto quanto acreditar que os dinossauros morreram, porque não puderam entrar na Arca de Noé.

~o~ a vida inteira, quis um verso simples pra transformar o que eu digo... Bebel Gilberto



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 10h24
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