Quebrando... II
No dia 1º de maio, escrevi o seguinte post. >> Quebrando...
Sou apenas uma ouvinte de música. E adoro brit-rock. Porém...
WE ARE SCIENTISTS é uma banda americana de rock que gostei! Nem sei se já faz sucesso aqui (não vejo eMeTeVe), mas, em breve, aposto que vai fazer com: Nobody Move, Nobody Get Hurt. Bateriazona e baixo fervem!
Dá pra ouvir aqui. Só pra repetir uma coisa, que eu li em algum lugar: " I can't believe they're not famous!"
>>
Na coluna do Lúcio Ribeiro, na Folha de S. Paulo desta sexta (26 de agosto), encontrei:
"O mais novo grupo da hora, dentre os vários grupos da hora, não é inglês, veja você. Tem o engraçado nome We Are Scientists e vem da Califórnia. Tem dois singles tocando sem parar em rádios independentes e, claro, estão começando a fazer a fama rápida no colo dos ingleses, que os descobriram. (...)A guitarra é rápida, mas a bateria é mais rápida ainda. Ouça com os próprios ouvidos: "The Great Escape" e "Nobody Move Nobody Get Hurt". O genial clipe desta última, dando sopa em qualquer site de MTV por aí (menos a daqui), mostra a banda tocando a música numa sala, até surgir um urso e perseguir os caras pela rua "
Então... fiquei feliz porque ainda tenho um certo tino jornalístico-musical. Eu conheci a banda, por acaso, em busca de sites de pesquisadores (logo se vê pelo nome...). O Lúcio Ribeiro é um colunista aclamado por rockers de todos os gêneros. E este post é apenas uma auto-babação! rs.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 06h56
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de novo, não...
Fui ao cinema ver Sin City e havia uma fila de crianças para assistir à Fantástica Fábrica de Chocolates na sala ao lado. Nos traillers ... nem acreditava, mas rolou a chamada para a estréia de Horror em Amityville .... Dá uma sensação de passado horrível. Agora, em vez da indústria cinematográfica usar receitas-base de sucesso, apela para re-makes, re-leituras, re-isso e re-aquilo. É a mesma coisa que você ir a um supermercado e olhar a pasta de dentes Sorriso e saber que um dia ela já foi Kolynos, só mudou de nome. Em 1962, Edgar Morin no livro "L' esprit du temps" ou "A cultura de massa no século XX - O espírito do tempo", descreveu quatro processos para a transformação da cultura em produto (ou "vulgarização da cultura"): simplificação de conteúdo; maniqueísmo; modernização e atualização (que ele conceituava como dramatização atual em obras do passado). O que o cinema anda fazendo não é a atualização, mas é botar de novo no fogo o café velho, que estava gostoso logo cedo. Agora, mais de 40 anos depois da descrição do Morin, acho que a gente podia pensar em adicionar mais um processo: "requentar obras cult e servir de uma vez só". Dá enjôo. Acho que eu fiquei assim, porque não suporto filmes de terror em casarões, com crianças e amigos imaginários. De qualquer forma, gostei da Fábrica "nova" e da tradução cinematográfica de Sin City (aliás, perfeito! e o Mickey Rourke sabe ser monstro.)
Marv/Rourke
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h47
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sincronicidade
... dia não muito bom. Coincidentemente, este blog ficou sumido por horas. "Deu pau" no Uol. Quando voltou a conectar, o contador estava zerado. O Karapanã já contava com quase 8 mil visitas, desde o seu nascimento no fim de março. Mas tudo bem. Deve ser um sinal. Hiatos que nascem a partir de hoje.... O Marcelo Leite também foi pego por esse bug. E ele já tinha mais de 20 mil visitas. Quem tem blog, sabe como é isso...rs... esse sentimento de ver o seu blog sumir por horas e depois aparecer avariado...rs.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 15h01
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três mil mundos
No budismo existe uma expressão que é "três mil mundos em um só momento". Sem a figuração budista, às vezes me sinto, assim, ao fazer links entre assuntos que parecem só ter sentido na minha cabeça. Estes dias, para mexer com alguns pensamentos que ameaçavam se acomodar, reli o capítulo "Trabalho" do Modernidade Líquida, em que o autor diz que o trabalho deixou de ser uma vocação para toda a vida, que não é mais um ponto de apoio seguro e que adquiriu um significado estético - tem um fim em si mesmo e perdeu o caráter do benefício comum. Gosto de Bauman , porque ele faz ver o lado cruel da vida atual, por mais que possa parecer exagerado em algumas reflexões. *Para ver o lado bom, leio os textos budistas e vamos sobrevivendo do jogo de contrários de que é feita a vida* O pedaço do texto, destacado abaixo, me fez lembrar de muita gente que conheci, mas me lembra mais professores de cursinho, que fazem aulas de física-aeróbica, química-teatro do Harry Potter, se vestem de drag queens para dar aulas de tudo pra um mundo de alunos. Não tenho nada contra o lúdico na sala de aula, desde que não seja apelação. Outro dia, ouvi um aluno do 4º semestre de odontologia dizer que sentia saudade dos professores do cursinho, porque tinha um que passava as aulas todas imitando os colegas professores... ai, ai.... Bauman: "Raramente se espera que o trabalho 'enobreça' os que o fazem, fazendo deles 'seres humanos melhores', raramente alguém é admirado e elogiado por isso. A pessoa é medida e avaliada por sua capacidade de entreter e alegrar, satisfazendo não tanto a vocação ética de produtor e criador, quanto as necessidades e desejos estéticos do consumidor, que procura sensações e coleciona experiências".(p.161)
Agora conectando isto a outro mundo: sei que os atores com diploma protestam, mas eu gosto quando a Globo bota uns corpos-além-de-mentes nas novelas. Taí em linguagem popular o que é a busca do produtor em satisfazer os desejos e sensações do consumidor (eu também faço gracinha com coisa séria). Rafael Calomeni é um modelo-e-ator que (vi ontem) só fica encostado no balcão de um bar na novela América. Mas, quem se importa com a falta de falas do rapaz? Ele é moreno, alto, lindo e sexy. Dá de mil naquele sem-graça do Murilo Benício.
 (Vanesssa, para ver o Calomeni de corpo inteiro, em breve, compre a G Magazine. E mostre para as amigas)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h21
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solidões compartilhadas
Sobre um dos comentários deixados pelo amigo Juvêncio Câmara (Juca), aqui no Karapanã: Sim, como ele diz, parece chavão, mas usar a internet muitas vezes pode ser visto como ato de "compartilhar solidões". O post bifurcações (inspirado no borgeano "jardim dos caminhos que se bifurcam") tinha exatamente a ver com saudades curáveis e incuráveis. É bom, assim, quando as pessoas captam o sentido dos símbolos e a gente não precisa explicar muito. Bauman diz que "os medos, as ansiedades e as angústias contemporâneos são feitos para serem sofridos em solidão" - e eu complemento - na frente do computador, ouvindo música, lendo um livro. Eu gosto da visão de lugares altos, de onde se pode avistar a cidade em tamanho menor. Em último caso, procura-se um divã de analista. Creio que é o compartilhamento de solidões (de todos os tipos) que leva às amizades e paixões entre amigos que se comunicam pela rede.
"how many years a mountain exists before it's washed to the sea? the answer, my friend, is blowing in the wind" - B. Dylan
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h14
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