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Deixa rolar a noite inteira

Queria ser mais velha uns 20 anos. Talvez olhasse com mais serenidade certos desvarios humanos. E poderia ter encontrado sentido para coisas que li e ouvi. Durante as últimas semanas, ao mesmo tempo em que me surpreendi com atitudes de outras gentes, mergulhei em "Meus demônios" de Edgar Morin. Antes de tudo, um homem de 84 anos, que, apesar do ranço cartesiano (que todos temos), tem boas histórias para contar. Sou pretensiosa e tenho me enxergado em muitas coisas ditas por ele, daquelas que queria ser e do que acho que sou.
- Um pouco de auto-crítica faz bem: "um calo de indiferença é necessário para não ser decomposto pela dor do mundo: não se pode viver sem ser parcialmente fechado e obtuso, cego e petrificado. Mas ao mesmo tempo, é necessário estar consciente de suas próprias zonas cegas e de suas carências." 
- Faz uma mistura de racionalidade com fé, dúvida e misticismo, por exemplo, ao metaforizar sobre a crueldade primordial do mundo, quando houve desintegrações e colisões, explosões e destruição, e houve no entanto forças fracas que se agregaram e formaram átomos... essa constante batalha e resistência é que torna o mundo habitável e que torna as pessoas mais fortes. É preciso resistir, mesmo sabendo que há um fim para todos os processos do mundo. Ou se tem esperança ou se desespera. Existências mornas não são dignas.
- O ponto mais ale-dgar morin: "tenho a impressão de que meu senso da complexidade surge quase indistintivamente de meu senso de contradição, de meu senso da incerteza, de meu senso de tempo, das evoluções, da história, dos acontencimentos, dos acidentes e bifurcações, da auto-observação, de meu senso da multidimensionalidade, de minha aversão aos maniqueísmos, e isto em todas as áreas, seja filósofica, científica, política, seja da vida cotidiana (...) Tudo me surpreende, sempre, cada vez mais."
- "Nesta noite o amor é meu mito, meu credo, meu desafio. O amor proporcionou-me a plena combustão para o meu trabalho, curou-me quando eu estava doente, salvou-me quando eu estava perdido."
- E por fim, "sei que há de mim uma parte de inexplicável a mim mesmo"

E para surpresas que se estatelaram no meio do meu caminho, mantenho as mãos no volante, os olhos na estrada e canto, "let it roll, baby, roll, all night long". É fim-de-semana, fim do mês, o futuro é incerto, o fim está sempre perto, abre as portas, deixa rolar ...



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 04h50
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argolas e arames

Estamos ligados por uma teia invisível ou... o mundo é muito pequeno? (Nada de paulocoelhices... ok?) Carl Jung chamou de sincronicidade às coincidências significativas que acontecem em nossa vida. É uma idéia curiosa, que eu acato, mas também respeito quem acha que é bobagem. Coleciono uma série desses eventos em temas diferentes. Exemplos: Nesse fim de semana, falei para a amiga Mônica sobre uma pessoa encantadora que conheci em Vitória. Ela nunca ouviu falar de tal criatura. Ontem, Mônica, que mora no Rio, foi à palestra de Giorgio Agamben. O primeiro ouvinte a fazer pergunta se apresentou com nome, sobrenome e cargo. Era a dita pessoa da qual eu havia falado para ela.
Há 2 ou 3 meses, Marco Aurélio disse no blog que arrumara emprego em uma revista, mas não ia contar qual. Eu chutei o nome B2B. Ele me enviou um e-mail perguntando "como você soube?". Não sei, sou apenas leitora dele.
Há uns anos, estava ficando com um carinha. Precisei viajar e só falei para dois amigos. No aeroporto encontrei o cara! Ele pegaria o mesmo vôo, para outro destino, mas com escala na cidade onde eu ficaria. O assento dele era ao meu lado. (chocante, não? rs)

Essas brechas de percepção em alta frequência... por que isso, hein? Quando eu começo a ter que dar conta de muita informação variada, os devaneios aumentam também.

Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 23h54
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hiperconexões

Sonhei (dormindo) com uma situação gerada por uma idéia deliciosamente cáotica e simples -> afinal, ligar é princípio de tudo. Acordei e vim postar a idéia-tema do sonho (não contarei o próprio - pode ser profético). Linkemo-nos, então.

"A multidão hiperconectada só se faz possível quando entendemos que há uma ruptura no qual o "ser" torna-se um sujeito múltiplo e engajado, seres multifacetados capazes  de incorporar várias vidas em uma só. Compartilhar interesses faz com que as pessoas se aproximem. Experimentemos as nossas singularidades e esquizofrenias. Linkem-se. A experiência da linkania tem ação descentralizadora. Possibilita o link, ou o relacionamento entre as multidões, influenciando a descentralização e a fragmentação do poder." (Hernani Dimantas, na Revista Cult deste mês).

Someone else is alone/And dissatisfied/You are alone? - Bloodstain (Unkle)



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h36
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