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restarta, c..&%$#....!

Este post é inspirado em um email que acabo de receber. Conteúdo: reuniões, relatórios, fichas, instruções. Anexos: 12 - doze!. E um sarro do remetente (o chefe) sobre as fotos "maravilhosas" que os colegas enviaram para um... argh, urgh... raurrrrl.... cadastro. Fade out.... help!

 



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 16h29
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Runaway train*

Desfoco fácil e me chamam de blasé. É que sou interessada em muitas coisas, algumas ao alcance só dos pensamentos. Detesto quando sou levada a desfocar por causa de trabalho. Vejo o trabalho com um trem. Eu sou passageira. Quando o trem corre muito rápido, perco a visão do que rola no lado de fora, onde está o resto da minha vida. O trem atinge neste momento do ano uma velocidade alta, mas eu quero ver coisas que ficaram lá fora. Espero pela próxima estação, enganando a velocidade com pensamentos lerdos (nas brechas de atenção, como agora). Pode ser improdutivo a gente ficar em um lugar, desejando estar em outro. Mas eu acho que é isso que nos faz segurar paradas bruscas e engasgos, chatices e burocracias.
Recortei e colei, abaixo, parte de "A mediocridade da eficiência" do Fernando Bonassi - da Folha de S. Paulo de hoje. Se alguém quiser o texto inteiro, deixa o e-mail aí nos comentários que eu mando.
 
"A mediocridade da eficiência é uma religião que abençoou a preguiça da razão! Não transforma, transtorna; não goza, "tira um sarro"; não cria, esgota. É enxuta como a cintura de uma prostituta de dieta; direta como um atropelamento e objetiva em suas assertivas para não dar tempo ao tempo dos pensamentos subjetivos que insistem em atrapalhar os resultados almejados."

*título da música do Geddy Lee.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h22
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voltamos à programação normal

Estamos no meio do segundo semestre e agora não tem mais jeito... Relax mesmo só no fim do ano e alguns pit stop estratégicos em lugares, até então, "improváveis". Minha carga de enigmas supera as evidências (ver abaixo). BTW, Jana deixou um link que mostra que dá pra jogar cartas e brincar de lego sem sair muito do foco da academia. Cartas? ou Lego? Esse lego é o fim... coisa de cdf. Eu quero é desfocar.

Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h27
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evidências, nada mais

 (Clooney, the perfect doctor)

Em 2003, dei aulas de comunicação da ciência no curso de medicina. Nas reuniões com meus colegas professores-médicos, ouvia muito falar da "medicina baseada em evidências" (MBE), que me pareceu naquela época mais uma dessas invenções de nome novo para coisa antiga. A MBE valoriza o uso das pesquisas científicas como a única referência para a tomada de decisões. O médico tem de ficar atento aos mais recentes periódicos da área e a resultados comprovados para poder indicar tratamentos e exames aos pacientes. Achei linda a proposta... até cair a ficha: Os médicos que a gente conhece têm tempo ou interesse para pesquisar ler o JAMA sempre? E os casos nunca revelados ou tratados pela pesquisa científica como ficam nesta história? Meu pai viveu 4 anos (1988-1992) na Inglaterra e passou um deles sofrendo com uma ferida no braço. Ninguém por lá sabia diagnosticar, até que achou um especialista em doenças tropicais, que identificou uma leishmaniose benigna (adquirida por meu pai em pesquisas na floresta nacional do Tapajós). Papai estudava em Oxford...

Vi neste fim de semana, outra vez, referências sobre o avanço da "medicina baseada em evidências" na Carta Capital. Em entrevista, o médico Eduardo Pompílio revela mais exigências espetaculares da MBE: "O atendimento envolve outras capacidades do profissional além da ciência médica, como a habilidade de entrevistar e se relacionar com o paciente. A medicina é o equilíbrio entre esses conhecimentos e habilidades, o que freqüentemente é chamado de arte."...  Acho que este modelo ainda é "ideal demais" diante das condições do sistema de saúde do Brasil, onde boa parte os médicos do serviço público e dos planos de saúde quase não olham pra sua cara na hora da "entrevista". Esta era uma das coisas que eu falava para os meus alunos, mas eles só queriam saber de ossos e cadáveres.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 07h38
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