mas, hein?
A propósito da volta da exigência do diploma de jornalismo, acho bom dar "uma contextualizada" e refletir sobre "o que é ser jornalista na era digital?"...
"Não é mais possível tirar das pessoas comuns a capacidade de atuarem como jornalistas amadores. Trata-se de uma nova realidade que está mudando radicalmente e vai mudar ainda mais a ecologia informativa da sociedade contemporânea, em escala planetária. Portanto, não há outra solução senão procurar entender a natureza da mudança e buscar um mínimo de consenso sobre como agir neste contexto.
A primeira preocupação seria distinguir entre profissionais e amadores na função de produtores e distribuidores de notícias e informações. Não é uma tarefa fácil e nem rápida, mas é absolutamente essencial para poder distribuir responsabilidades e direitos. Diante deste problema, perde quase toda a importância o velho debate em torno da necessidade ou não de diploma para ser jornalista, no Brasil." (Carlos Castilho 14/10/2005- Código Aberto)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 15h26
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Compram-se palavras novas.
Quanto tempo dura o amanhã? é a pergunta-tema do filme que vi no fim de semana: "A eternidade e um dia", de Theo Angelopoulos. Pra quem gosta de obras existencialistas-sem chororô e com imagens belas é um prato fino. Não é papo-cabeça, mas pode vir a ser, só depende do teu olhar. Várias passagens me chamaram atenção. Mas vou falar só de uma, no início do filme, quando o protagonista ouve uma música........ e pára para ir olhar pela janela do apartamento....... para uma janela do prédio ao lado, onde começa a tocar a mesma música!!! O protagonista, então, pensa em voz alta, e, nos faz saber que sempre teve curiosidade de conhecer aquela pessoa que lhe respondia com a mesma melodia, durante anos, mas que nunca mostrou o rosto. Um dia, ele saiu de casa decidido a saber quem era o misterioso, mas desistiu no meio do caminho, por acreditar que era mais bonito ficar imaginando como seria o outro. Achei lindo...(sim, eu tenho coração também). Acabei relacionando com o ambiente dos blogs. Pensei nas pessoas, que só vejo "pela janela" dos blogs, com as quais me identifiquei pela forma de ver o mundo, pelo gosto musical, pelo jeito de falar, de viver, de interpretar fatos, de me "responder" ou de "espelhar" tantas coisas. E além disso... tem aquelas que me mostram outras "músicas". Existem algumas pessoas na blogosfera que estão sempre lendo meus pensamentos. Ou eu os delas, sei lá. Era um tipo de coisa que só rolava com amigos muito próximos. Ou com livros. E isso vai se desenrolando em muitas outras espirais de pensamento... que o tempo hoje, agora, não me permite desfiar.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 14h56
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educação bárbara!
Não é ironia minha, que entendo o mínimo educação. Sou uma jornalista que "dá aulas". Mas diga se não é de lascar a solução que algumas escolas de São Paulo encontraram para o abominável "Ctrl C + Ctrl V" : Contra plágio, escolas exigem manuscritos. É isso que é pedagogia para os novos meios?
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 13h05
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segurança e liberdade individual, quanto custa?
Alguém duvidou qual seria o resultado do referendo? Em vez de esclarecimentos, glaciação de pensamentos... Eu não votei. Justifiquei. Mas fui à contra-gosto. Teria optado pelo sim, apesar do pessimismo....Dois recortes para remoer o monstro epicéfalo. Um recortado antes e outro hoje.
"Philippe Cohen, em seu muito aclamado desafio às elites políticas, num livro propriamente intitulado "Proteger ou sumir", aponta a "violência urbana" entre as três causas principais da ansiedade e da infelicidade (ao lado do desemprego e da velhice desamparada). No que diz respeito à percepção pública, a crença em que a vida urbana está eivada de perigos e em que livrar as ruas dos ostensivos e ameaçadores estranhos é a mais urgente das medidas destinadas a restaurar a segurança que falta aparece como verdade evidente por si mesma, que não precisa de provas, nem admite discussões". (Z. Bauman, em Comunidade)
"Nem o "sim" nem o "não" venceram o referendo, e quem confiar no resultado aritmético das urnas logo logo perceberá a força do seu engano. O vencedor do referendo foi o Grande Medo. Esse Medo latente, insidioso, que a todos nos faz tão temerosos da arma que o alheio possa ter, quanto temerosos de não ter defesa alguma na aflição. Esse Medo que, antes do ladrão presumido, nos rouba a segurança, e nos faz ver calçadas como campos minados, e em nossos carros nos faz sentir-nos como em trincheiras expostas ao ataque a qualquer momento, em qualquer lugar". (Jânio de Freitas, na FSP - hoje)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 06h43
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