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sem penitência

 (filme As Bicicletas de Belleville)

Nesta semana, as revistas Época e Istoé publicaram, mais uma vez, capas sobre dietas. Desta feita não só dando dicas espetaculares,  mas também falando da confusão das informações sobre o tema. A novidade disso tudo é que acontece uma espécie de "mea culpa" desde a foto da  capa da Época. E o texto também aponta neste sentido, quando, nos primeiros parágrafos, denuncia a falta de escrúpulos de médicos e jornalistas na publicação de pesquisas e receitas milagrosas. Liquida-se com a fala de um médico sobre a responsabilidade da mídia sobre a loucura pelas dietas. A fascinação dos meios de comunicação pelo assunto não é coisa nova para o público mais atento, muito menos para quem pesquisa o discurso midiático. Mesmo as revistas de divulgação científica no Brasil, sempre que possível, publicam capas sobre saúde, porque vendem mais. Eu ouvi isso há mais de 10 anos do (ex)diretor de redação da Superinteressante. É fórmula infalível para engordar a venda nas bancas.  Recomendo a leitura dá matéria da Época para quem gostaria de saber um pouco dos "tapas e beijos" entre jornalismo e pesquisa científica em saúde.

É sobre o assunto mídia e saúde que outra orientanda minha, Gil Xavier, está fazendo seu trabalho de conclusão. O foco é a abordagem que as revistas semanais de maior circulação nacional dão a transtornos alimentares resultantes da mania pelo corpo perfeito. Ela verificou, por exemplo, que grande parte de referências à bulimia e à anorexia aparece nas matérias de BELEZA. Poucas reportagens importantes sobre a doença estão na rubrica SAÚDE, o que confirma de certa maneira a distorção do assunto (ainda não foi concluída a análise).
Fora do discurso das revistas, andei fuçando comunidades no ORKUT de culto à anorexia e vi que as mulheres/garotas transtornadas acreditam piamente que, viver em a companhia das "amigas Mia e a Ana" (nomes derivados das doenças), é um estilo de vida, uma forma de ser mais feliz. Essas mulheres têm pesadelo com lasanhas suculentas e nojo dos seus próprios sonhos..... Fiquei impressionada com esse mundo que passei a conhecer melhor, depois da pesquisa da aluna.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 08h49
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dramas & dramas

Fernanda Motta, minha orientanda de jornalismo, realiza uma pesquisa interessante sobre a recepção das novelas mexicanas no Brasil. Por conta disso, além de telespectadores, entrevistou pesquisadores de telenovela no Brasil e no México. Um dos estudiosos mexicanos (não revelarei o nome, porque o trabalho ainda não foi concluído), ao ser questionado sobre a preferência pela produção de dramas e romances açucarados e cheios de lágrimas, disse que "as telenovelas mexicanas não retratam aspectos da realidade do povo do México, porque os mexicanos não gostam de se ver refletidos na tela da TV. Eles preferem ver histórias, homens e mulheres que não se parecem com suas histórias, homens e mulheres. O povo mexicano sofre de um complexo de inferioridade devido ao seu passado (de país conquistado). E por isso prefere se envolver com outras 'realidades'". É uma fala muito significativa, apesar de dramática - em todos os sentidos............. Mas, imagine se aqui no Brasil a gente fosse se incomodar com o nosso passado e presente? Só via o Sítio do Picapau Amarelo, os Teletubbies e o desfile das campeãs da escolas de samba.

#Serviço: Esse post foi escrito ao som de Tributo a Odair José. Minha preferida é a versão eletrônica do "Deixe essa vergonha de lado" (melô da empregada doméstica) que o Mundo Livre S/A fez.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 17h17
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