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vida punk-brega

Estou feliz por mais um feriadão à vista. Aqui em Vitória tb é feriado na segunda, dia 24. Espero dormir bastante...

Estou com Xico Sá - versão auto-ajuda -em crítica ao show do Wander Wildner (pastor do estilo punk brega), diz que:

"...a vida não é mesmo bossa nova. A vida ou é punk ou é brega". 

E sobre o show --> a pérola mais divertida --> "E W.W., como poucos, sabe fazer labaredas ao juntar essas duas correntes. Um show para quem não tem medo de cair, para quem domina a arte de nadar no seco. (XS)"

Eu sei que W.W. anda cantando nos shows um brega bacaninha de roqueiro tosco. Olha a letra tadruzida: "Docinho, Você era tão legal! Linda, linda Garota do norte. Você incendiou meu coração com uma tocha fumegante. .... Docinho, docinho, docinho.... eu não posso deixar você partir (Iggy Pop)



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 11h39
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A diversidade atrofia os sentidos

O compositor Livio TRAGTENBERG levanta questões polêmicas sobre o uso da internet para satisfazer o gosto musical, em artigo deste domingo na Folha de São Paulo. É a visão de um profissional e deve ser respeitada, mas em certos pontos, quando diz que deveríamos ir mais a shows e apresentações ao vivo para educarmos os  sentidos, vejo isso como um certo exagero para nós, "reles mortais". Porém sua reflexão sobre a guetização proporcionada pela autonomia de escolha dos gêneros e músicas na Internet, que nos deixa mais "isolados" e com menor "experiência musical", faz muito sentido. Ainda assim, acredito que estaríamos metidos em fogo semelhante, se ouvíssemos só as rádios brasileiras e a "vasta programação musical". Também concordo quando diz que apenas as bandas "bem cotadas nos sites de downloads" é que acabam fazendo mais sucesso nos guetos. Particularmente, eu só posso me vangloriar de ter internet com banda larga para poder conhecer bandas e cantores (atuais e do passado) que jamais ouviria numa rádio brasileira.

#Fragmentos do artigo: "A atrofia virtual dos sentidos":

"Vivemos hoje o paradoxo entre a exuberância na oferta de meios para ouvir música -e para se comunicar nos mais diferentes níveis hierárquicos- e uma atrofia na qualidade da experiência sonora e musical.
"Digo isso constatando que cada vez se ouve um número menor de músicas e de uma forma pouco recomendada. À medida que as ofertas tecnológicas em comunicação se multiplicam num leque amplo de equipamentos, protocolos e linguagens codificadas, observa-se um movimento contrário, uma guetização, uma segmentação extrema que termina por apartar as diferenças e criar nichos praticamente secretos de acesso e fruição.  (...) 

"Assim, a atrofia da escuta se verifica em dois pontos: tomando os sites na internet como fonte provedora de informação musical, a experiência da descoberta de músicos, estilos, grupos por meio da própria presença em shows, apresentações, se restringe; sendo direcionada apenas para aqueles grupos bem cotados nos sites de download. 

"É uma ilusão achar que as pessoas, em sua grande maioria, navegam na internet em busca do desconhecido -muito pelo contrário.
"O segundo ponto que gera atrofia na escuta é fisiológico mesmo. O massacrante número de horas em que o indivíduo passa colado aos fones de ouvido diminui a capacidade quantitativa e qualitativa da percepção sonora. O músculo do ouvido, literalmente, se enrijece. 

" Esses pontos são coabitantes de um ambiente que se renova em velocidade extrema. A reflexão sobre certos temas deve ser levantada, longe das arenas do marketing e do negócio. Seria ingênuo perguntar: não devíamos nos aproximar e apropriar das novas tecnologias com os olhos e ouvidos mirados na educação dos sentidos ? 

Livio Tragtenberg é compositor, além de criador e diretor da Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo. É autor de "Música de Cena" (Perspectiva), entre outros

*** Estou meio desaparecida do blog, mas não é por malandragem. É excesso de trabalho, que nem sempre me permite garimpar idéias boas (é uma contradição, mas é verdade).



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 00h48
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