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Palhaçadas no Orkut

O internauta brasileiro passou em média mais de 20 horas conectado à rede em julho, segundo dados do Ibope Inteligência. Mais que Japão e EUA. É o primeirão da lista de uso/hora de conexão. Mas nunca vamos saber quantos gastam o tempo online futricando a vida alheia, cometendo crimes ou pilhando a rede. Alguns desocupados adoram infernizar a vida dos outros com ofensas e perseguições, achando que a ação pode não ser descoberta. Pois bem, existem alguns mecanismos de capturar rastros dos malucos. Bem como existe gente especializada em farejar esses rastros.
No primeiro semestre deste ano, um amigo meu, religioso e ativista social no Pará, foi jurado de morte em uma comunidade do Orkut contrária às operações do Greenpeace na Amazônia. O cara que ameaçou era filho de um político de Santarém. A história toda foi acompanhada por um jornalista que gravou as páginas do fórum e divulgou o caso em seu blog. O dono da comunidade e o cara que ameaçou foram chamados pela polícia para responder sobre o caso.

Na semana passada, ocorreu outro caso c/ gente conhecida. Dois ex-alunos revelaram que estavam sendo ameaçados de morte há um mês no Orkut. Convenceram-se de que poderia ser algo sério, quando o sujeito criou (semana passada) uma comunidade chamada "Agosto infernal". A foto da comunidade mostrava os dois jovens e descrevia a morte de "dois estudantes no Espírito Santo", um cremado e outro decapitado. Na comunidade, havia apenas o cara que a criou. A ameaça de morte aparentemente foi motivada pela repercussão do vídeodocumentário que os alunos produziram em 2005 sobre o tratamento da imprensa capixaba ao assassinato da menina Araceli - na década de 70, em Vitória. Em uma das comunidades sobre o "caso Araceli", o cara conheceu um dos alunos com quem passou a travar discussões sobre o caso e onde também ameaçou matar dois suspeitos do crime. Acredito que o sujeito deve ser doente e resolveu se mascarar e criar toda essa situação que resultou em denúncia à polícia. A comunidade foi deletada do Orkut, os documentaristas excluíram seus perfis, mas o sujeito obscuro continua lá com seu perfil sem nome, com máscara de palhaço malvado, com amigos e depoimentos.

Como o Orkut facilita a criação de perfis e comunidades, mas dificulta apurações e soluções rápidas, se for preciso, denuncie casos como esse à Central Nacional de Crimes Cibernéticos (Safernet). Entre no site da Safernet e veja que procedimentos devem ser feitos, assim como endereços de delegacias especializadas em cybercrimes.



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 11h25
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