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para descontrair

Recebi esta bola-meme do Edd, um cara que tem textos bacanas e o pseudo-sobrenome "Lain" (somos cyberparentes).
--->>Devo postar sobre três autores que desisti de ler, por qualquer razão.
Bom, em princípio foi difícil, mas depois de uma noite irada, não me faltaram nomes. Vamos aos três nomes - por razões diferentes, respectivamente: metidez,  incompatibilidade de gênios e fórmula "soufudidoemalpago".

1) Theodor Adorno (como representante de vários acadêmicos): Desde que li pela primeira vez, atribui a dificuldade de entender muitas coisas à minha imaturidade intelectual e à tradução dos textos. Mas lendo um artigo deste senhor - que todo estudante de comunicação já ouviu falar um dia -  descobri que o infeliz escrevia aqueles textos cavernosos exatamente para travar a leitura dos leigos. Que infame!

2) Henry Miller: Comecei a ler Sexus... e devolvi a biblioteca. Detestei os excessos da linguagem do cara. Como esse episódio foi na adolescência, talvez fosse melhor pegar e tentar de novo.

3) Marcelo Mirisola: Até onde vi de Bangalô, tudo soa muito artificial. Forçado pra fazer sucesso. Definitivamente, não li tudo e não gostei. Não sinto a menor curiosidade pelo restante da obra e nem pelo fato deste brasileiro ser considerado um gênio por alguns críticos.

Passo a bola para MiltonCris, Juca e Adriana,  e quem quiser reproduzir por aí...

Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h03
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retalho aqui, costuro ali

... hum-hum... o fim do ano escolar é uma tortura para professores e alunos. É por isso que repito a fala do admirável sociólogo Zygmunt Bauman usada em outro post há algum tempo. Bauman disse em entrevista à profa. Maria Lúcia Burke. na FSP(19/10/2003) sobre a importância que ele dá a romances em suas obras, especialmente ao meu adorado Jorge L. Borges: "Acima de tudo aprendi sobre os limites de certas ilusões humanas: sobre futilidade de sonhos de precisão total, de exatidão absoluta, de conhecimento completo, de informação exaustiva sobre tudo; sobre as ambições humanas que, no final, se revelam ilusórias e nos mostram impotentes."   Ele diz que Borges tratou de questões humanas de forma tão convincente e melhor que muitos filósofos e sociólogos: "Em parte isso se deve à posição muito luxuosa e mesmo invejável de nunca ter sido um acadêmico e de nunca estar submetido a uma disciplina. A maior vantagem da narrativa dos romances é que elas são capazes de reproduzir a não-determinação, a não-finalidade, a ambivalência obstinada e insidiosa da experiência humana e ambiguidade de seu significado".

Em vários sentidos, a vida universitária é uma experiência inacreditável... Hoje eu vejo mais como um diálogo entre um mudo e um prolixo, porque muitas vezes a gente não vejo mais sentido em falar de coisas muita antigas para alunos cada vez mais jovens, que não querem ler nada que ultrapasse duas páginas. E aí a gente fica entre metido nesse quadradinho infernal...

Ao assistir ao filme "Colcha de Retalhos", neste fim de semana, senti um desespero quando a ventania espalha as páginas da tese "datilografada" da protagonista. Mas depois ri muito. É o momento catártico do filme. A outra colcha de retalhos (de pano) deu lugar à emoção. Adorei tudo no filminho, porque ele associa algumas questões que me interessam bastante sobre a vida e sobre questões práticas dela. É uma dessas ficções que nos mostram melhor certas coisas que um livro escrito numa linguagem obscura por um pesquisador que quer demonstrar sapiência, usando palavras difíceis. Também fiquei fascinada com a arte de fazer quilt e poder contar histórias pessoais com objetos artesanais.

O quilt do filme me lembrou essa capa do Catherine Wheel, extinta banda de rock, com músicas ótimas e um vocalista (Rob Dickinson) lindo. Ouça Delicious do cd Adam e Eve (foto) -> Clica aquiGive all your hope to me../tree to fruit, apple to seed/make all your love to me. You eat, you sleep, you breathe something delicious/ you spill, you grip, you squeeze something delicious.  +  (férias, por favor!)



Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 10h00
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