de olho nas tendências
Antes que termine o mês, vai uma dica de leitura rápida: A Revista Marie Claire, de janeiro, traz uma matéria muito bacana sobre futurismo, a atividade dos cool hunters ou pesquisadores/caçadores de tendências de consumo, comportamento, design, tecnologia etc. A matéria mostra pensamentos dos observadores de tendências sobre o futuro da família, das formas de morar, do jeito de se vestir, sexualidade, cuidados com o corpo etc. Fragmentos da matéria -->> "Uma das pioneiras da atividade futurista no Brasil, Rosa Alegria explica melhor. 'O futurista ajuda as pessoas a construir o presente, olhando pela perspectiva do futuro. Hoje, quem só olhar pelo retrovisor corre o risco de ser atropelado pelo futuro. Estudamos a complexidade das mudanças, inter-relacionando sistemas. Não adianta olhar só a economia, ou a ecologia. É preciso enxergar a rede toda. Vai além do mercado: futurismo é uma disciplina sistêmica, quer dizer, parte da certeza de que tudo está conectado."
"Consumo no singular - Chega de massificação: as projeções apontam para a singularidade no consumo, ou seja, a radicalização no processo de segmentação. Consumidores motivados por valores mandarão em 2010. Hoje, eles fogem do mercado de massa e já formam um 'nicho' de bilhões de dólares: consomem carros híbridos, alimentos orgânicos e, definitivamente, não acham que foie gras é chique. Dominarão nesse cenário as marcas que conhecem em minúcias os vários públicos e agregam valores morais e éticos aos seus produtos." --->> do texto "O futuro é já", por Heloísa Helvécia.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h11
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Moleza para o cérebro
"É saudável esquecer", costuma nos dizer o neurocientista Ivan Izquierdo em suas entrevistas e palestras. Não há condições físicas para que lembremos de todas as coisas que aconteceram ou acontecem diariamente. Por isso, principalmente, esquecemos situações e pessoas irrelevantes para nós. No entanto, um projeto da informática busca exatamente o inverso: guardar as lembranças de todas as coisas e pessoas que vimos ou convivemos, documentos que lemos, conversas etc. Ou seja, registrar tudo, até aquilo que a nossa memória seletiva não captaria, mesmo em momentos de descontração como, por exemplo, um happy-hour com amigos. Gordon Bell, um maluco pesquisador da Microsoft, juntou num só projeto experimental várias formas de capturar todo tipo de informação ao nosso redor (nada de sobrenatural) e batizou esta idéias de cerébro-anexo de "My life bits". Uma geringonça que daqui a alguns anos vai estar à nossa disposição no mercado a um preço microsoftiano. Quem assistiu ao filme "Violação de Privacidade" deve lembrar como funcionava o chip da memória, que, uma vez implantado no feto, gravava sua vida em áudio e vídeo desde o nascimento até a morte; mas o My life bits é muito mais complexo. Com o objetivo de eliminar todo tipo de papel e criar uma memória em bits, Bell transforma até suas notas de caixa de supermercado em arquivo num HD. Acho um pouco assustador (vide o filme citado, por exemplo), mas interessante ->> para o trabalho, estudo etc, mas não para minha vida particular. (Não curto muito papos sobre flash-backs, mas tem gente que adora isso...) É verdade também que já temos muitos bits armazenados "aleatoriamente" pela rede e em nossos PCs. É só olhar o arquivo do gmail, os fotologs, o youtube, os blogs etc. Uma coisa exatamente boa na pesquisa do Gordon é que ele não precisa ficar se preocupando em lembrar de algo feito há um mês. Ao contrário, ele não se preocupa em esquecer das coisas. Veja mais informações do funcionamento do projeto do Gordon Bells p/ a Microsoft, que estão na reportagem "Gordon Bells - Uma mente para detalhes" da edição da revista Galileu de janeiro/2007. (A mesma que tem a matéria de capa sobre "A guerra contra Deus".. Eu não entendo mais estas revistas de divulgação científica...)
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h11
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Voltei pra casa!
Nem quero falar como foi bom... Perdi até o hábito de usar relógio... Não tenho nenhuma reclamação, nem me preocupei com nada de trabalho. Paciência, ócio e nenhuma culpa por aproveitar o tempo com qualidade. Sinto, de verdade, pelos amigos que ficaram na loucura da produção.
Escrito por Ale Carvalho (Lain) às 09h04
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